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Principais candidatos ao Governo do Estado do CE gastaram em média R$ 11 Milhões na campanha de 2022

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    jao.vit
  • 7 de nov. de 2022
  • 2 min de leitura

Atualizado: 8 de nov. de 2022

O impulsionamento de mídia se destaca como despesa comum entre eles


Por Ana Tays do Nascimento, João Vitor e Letícia Holanda

Capitão Wagner (União Brasil), Roberto Cláudio (PDT) e Elmano de Freitas (PT) - Foto: Divulgação

A disputa pela principal cadeira no Palácio da Abolição, sede do Governo do Ceará em Fortaleza, foi bem equilibrada em termos do total gasto entre os favoritos ao governo. Os mais bem colocados conforme as pesquisas de intenção de voto quanto pelo resultado nas urnas, Elmano de Freitas (PT), Capitão Wagner (União Brasil) e Roberto Cláudio (PDT), juntos, tiveram o gasto médio com despesas de campanha de R$ 11.389.286,27. As despesas declaradas variaram desde serviços prestados por terceiros à produção de conteúdo para rádio e TV e impulsionamento de mídias.


Para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é denominado como ''total de despesas pagas'' todos os recursos vindos tanto da esfera pública quanto privada utilizados para quitação de serviços. O candidato do PT, vencedor do pleito, teve boa parte dos recursos provindos do setor privado, embora o da ala pública represente a maioria com 55,36% da receita, ainda é bem diferente dos seus dois adversários. Ambos tiveram mais de 3/4 das despesas pagas com recursos públicos do fundo eleitoral.



Os três principais gastos entre as candidaturas foram com impulsionamento de conteúdo (mídia), que age sobre a intensificação da veiculação dos materiais de publicidade digital, e publicidades em geral, desde a produção de materiais impressos e adesivos à atos de militância nas ruas. Respectivamente, PT, PDT e União desembolsaram para impulsionamento de conteúdo R$ 3.005.482,20, R$ 3.351.500,00 e R$ 1.200.000,00. Apesar de Roberto Cláudio ter investido na sua campanha em geral a mais que Capitão Wagner, a aplicação não se reverteu em voto como esperado, já que 31,72% dos votos válidos foram destinados ao representante do União, além de que, com despesas bem semelhantes às de Elmano, RC amargou na terceira colocação com 14,14% dos votos.


Um fato curioso na campanha do Partido dos Trabalhadores este ano como Elmano de Freitas, é o comparativo existente no panorama do cenário da campanha do PT em 2018, quando o então candidato a reeleição à governador, Camilo Santana, atualmente Senador eleito pelo Ceará, disputou o cargo e venceu com ampla vantagem também no 1° turno. Em 2018, o total de despesas a com a campanha à reeleição foi menos da metade do que foi gasto pelo partido esse ano. Apenas R$ 4.803.794,20, e o principal gasto foi com a produção de programas de rádio, TV e vídeo, impulsionamento sequer listado era e foi justamente o principal gasto em 2022.



Também concorreram ao Governo do Estado, Chico Malta (PCB), Sarley Leal (UP) e Zé Batista (PSTU). No entanto há uma disparidade exponencial na média dos gastos entre os que ficaram fora do pódio e os que lá estão. Juntos os últimos colocados somam R$ 93.123,00, e esse valor representa apenas 0,82% da média de despesas dos principais candidatos.


 
 
 

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