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ESTUDANTES MUDAM DE CURSO EM BUSCA DE NOVAS PERSPECTIVAS

  • Foto do escritor: Naju Sampaio
    Naju Sampaio
  • 7 de jun. de 2022
  • 4 min de leitura

Alunos da UFCA relatam os motivos que os fizeram trocar de graduação


"Na engenharia de materiais eu não conhecia exatamente nada da estrada e não tinha nenhum desejo de descobrir. No jornalismo eu tenho vontade de descobrir as coisas, eu me sinto bem, e aí fui e aqui estou”. Esse é um relato do estudante do 8º semestre de jornalismo, Paulo Júnior, que anteriormente havia cursado até o 7º semestre do curso de engenharia de materiais e, em 2017, realizou a mudança de curso através do edital da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd/UFCA).


A mudança de curso ocorre a partir do desejo por cursar uma nova graduação. A universidade oferta editais de mudança, para que ocorra a possibilidade de alteração entre os cursos da própria universidade, sendo possível a transferência de uma graduação para outra, sem a necessidade de passar novamente pelo SISU. Esse foi o caso do Paulo Júnior. Segundo ele, a insatisfação com o curso de engenharia de materiais já não o permitia mais permanecer na graduação. Foi quando decidiu concorrer no edital de 2017.2 e, após aprovado, começou a cursar jornalismo em 2018.


Paulo Júnior atuando como jornalista. Fotógrafo: Josimar Segundo.


Conforme Paulo Júnior, o processo de mudança foi muito simples e sem burocracia, ele só precisou enviar um formulário solicitando a alteração e aguardar o resultado. No edital havia a prioridade de transferência para os alunos que integravam o mesmo centro de estudos, no caso de jornalismo, o Instituto Interdisciplinar de Sociedade, Cultura e Arte (IISCA). Portanto, em caso de empate este seria um dos parâmetros para seleção, mas como não houve inscrições de alunos do IISCA, nem empate, ele foi aprovado.


Paulo foi transferido do Centro de Ciências e Tecnologia (CCT), uma unidade acadêmica totalmente diferente do IISCA e do curso de jornalismo. Apesar disso, segundo ele, a adaptação foi fácil, uma vez que já era um desejo muito grande a mudança de graduação. Ele voltou a ser calouro, como seus colegas de turma, porque mesmo que ele já conhecesse a universidade, era um novo caminho que passou a ser trilhado após o edital, totalmente diferente das vivências anteriores no outro curso.


"Foi um encontro muito feliz, eu estava tão disposto que eu não senti o peso do processo de adaptação, pra mim foi natural e até prazeroso, já nas primeiras aulas eu me senti pertencente, aquela sensação de que eu estou onde deveria estar".

Como Paulo Júnior, outras pessoas também se encontram na mesma situação, mas muitas das vezes não sabem o que é necessário para realizar essa troca. O processo de mudança de curso ocorre duas vezes ao ano, entretanto, na UFCA o estudante só pode mudar de curso uma única vez. O motivo mais comum para haver vagas ociosas é a desistência, mas há outras possíveis causas, como por exemplo, a expulsão.


No ano de 2022.1 houve um maior número de vagas ofertadas, 86, quando comparada com as 22 vagas disponíveis no semestre letivo 2021.1. Segundo a UFCA, esse número varia muito, pois depende do quantitativo de cursos que são oferecidos em cada edital. Os editais, consequentemente, sofrem mudanças a cada ano, como na quantidade de vagas, na distribuição dos cursos, ou nos pré-requisitos, e isso varia de acordo com a situação da época.


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De acordo com a UFCA, para ocorrer essa mudança é preciso passar por algumas etapas de avaliação, como a análise dos pré-requisitos, análise do mérito e o de eficiência adquirido no curso anterior. Não é fácil, mas é o caminho que pode ser tomado para finalmente conseguir trocar de graduação, por mais que o curso desejado seja um dos mais concorridos pelo que se pode perceber, como o de medicina, medicina veterinária ou engenharia civil.


A Divisão de Tratamento e Divulgação de Dados Acadêmicos da CGDA-Prograd/UFCA faz um levantamento das vagas que estão ociosas na por curso todos os anos, e esses quantitativos são enviados para cada uma das coordenações dos cursos em questão para assim saber o destino das vagas, que podem ser destinadas para o edital de Mudança de Curso ou para o edital de Transferência Voluntária e Admissão de Graduados.


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Os estudantes Paulo Brito e Jaque Pinheiro saíram da Administração Pública, mas acabaram seguindo rumos diferentes. Paulo Brito se transferiu do 6º semestre para Jornalismo e a Jaque Pinheiro saiu no 3º semestre e migrou para Administração. Ambos relataram que os principais motivos foram a falta de identificação e de perspectiva de futuro na área. Jaque Pinheiro concorreu no edital lançado em 2019 e Paulo Brito no de 2021. Os dois informaram que o processo foi bem simples, tanto na fase de inscrição como na hora da transferência de curso.


Como o processo de mudança de curso só pode ser solicitado uma vez por estudante, existe a possibilidade de novamente se frustrar ou acabar se identificando ainda mais com o novo curso. Jaque Pinheiro relatou que o seu processo de adaptação não teve nenhum problema. “Era realmente o que eu queria. Na época eu estava iniciando no mercado de trabalho na área administrativa, então eu tive uma facilidade maior de me adaptar ao curso”.

Paulo Brito explica que sua adaptação foi bastante tranquila no jornalismo, mesmo ainda estando no início do curso e, assim como Jaque, não se diz arrependido com a decisão. “Pelo nível que eu estava no curso, muitas pessoas perguntavam e falavam que eu já estava tão perto. Só que mesmo que eu concluísse, não ia trabalhar, não ia atuar com a área e eu acho que isso seria muito mais vazio”.









 
 
 

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